"O importante é competir, não vencer"
Era um dia nublado, ameaçava chover, mas não ia sair daqui... Porque era o enterro de Ana.
Eu me esforçava para não chorar, mas uma lágrima escorregou e pingou em seu caixão que estava sendo posto no grande buraco profundo.
E agora? Como viverei sem ela? O que sera de mim?
Eramos melhores amigos. Meu primeiro beijo foi com ela. Passamos no vestibular juntos. E "aquela" noite escaldante no meu quarto, em pleno carnaval... Seu toque delicado, sua voz doce como sinos e seu olhar claro como o céu de verão... Não teria mais isso. Acabou. Pra sempre.
E vi o caixão sendo coberto por terra enquanto as gotas da chuva me chicoteavam.
Meus amigos me convidaram para ir no bar, em uma tentativa de me animar. Mas a musica, a bebida e a risada deles eram nada pra mim.
Estava calado, debrussado sobre o balcão, feito um zumbi, um cadaver... Apenas pensando "nela". Não suportava mais pronunciar o nome "dela"
-Daniel Simon, né? - Uma voz feminina e cheia de gas sôou ao meu lado.
Olhei na direção da misteriosa mulher: Sabe aquelas modelos esculturais, de cintura fina... Sim, ela parecia uma delas(Tirando, é claro, as mexas brancas de seus cabelos pretos e curtos e seu piercing-mini-argola no nariz), ela usava uma mini-blusa branca de mangas longas que deixava a sua barriguinha a mostra, sua mini-saia, também branca, deixavam nuas grande parte de suas pernas perfeitas, o seu calçado eram botas também brancas.
-O meu mestre me pediu pra arrebatar você... Mas não esperava ser alguém tão... Simples.
-O que?- Conjecturei.
Ela deu uma risadinha rapida e se sentou ao meu lado, como se fosse um robô. E me olhou com um sorriso travesso. Estava começando a pensar que ela seria uma prostituta, até ela falar:
-O que acha de ter a sua amada de volta?
Isso me entorpeceu.
-Como você... !?- Comecei a falar, mas fui silenciado por um dos dedos palidos dela.
-Tenho uma proposta inrrecusavel a você: Você participara de um jogo. E se você vencer, o seu prêmio sera a realização do seu maior desejo. Que no seu caso seria a volta de sua amada a vida, em seus braços, envelhecendo ao seu lado, até um de vocês... - Ela fez um "Ploc" com a boca.- Naturalmente, como você "deseja".- Seu sorriso se alargou.- Topa ou não topa? - Ela estendeu uma de suas mãos brancas para mim.
Mas em vez de perguntar: Como isso era possivel? Quem é você? Como sabia tanto da minha vida?Que jogo é esse?... Eu apertei a mão dela, automaticamente.
E, em um piscar de olhos, fui sugado. Não estava mais no bar.
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